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Hong Kong lança ônibus elétrico para reduzir poluição 06 de setembro de 2013

O primeiro ônibus público movido a bateria de Hong Kong tomou as ruas esta segunda-feira como parte de um esforço para reduzir a sufocante poluição na cidade.

 

 

Leung Chun-ying, chefe do executivo, tinha prometido transformar a poluição em uma de suas maiores prioridades durante seu mandato de cinco anos, depois que um informe oficial disse que esta era o "maior risco diário de saúde" para os moradores da cidade.

 

Mas pelo menos um grupo ambientalista local foi cético sobre o compromisso anti-poluição do governo, afirmando que "um ônibus não faria diferença" e que Hong Kong estava ficando para trás de outras cidades do mundo no que diz respeito a veículos elétricos.

 

O novo ônibus apresentado esta segunda-feira foi fabricado pela montadora chinesa BYD e é alimentada por baterias de lítio-íon-fosfato que levam três horas para carregar e dão ao veículo uma autonomia de cerca de 180 km.

 

A mesma empresa produziu os primeiros táxis elétricos da cidade do sul da China, que foram lançados em maio.

 

O secretário de Meio Ambiente, Wong Kam-shing, disse que o governo estava investindo HK$180 milhões (US$23 milhões) no programa piloto, ajudando a subsidiar a compra de 36 ônibus elétricos até o fim do ano, que serão geridos por empresas privadas.

 

"O objetivo de longo prazo é de emissões zero ao longo da via", afirmou a jornalistas durante uma coletiva de imprensa, sem fornecer um cronograma para a possível expansão do programa piloto.

 

"Precisamos fazer isto passo a passo", declarou.

 

A Kowloon Motor Bus, maior operadora envolvida no projeto de testes, informou que será preciso tempo e dinheiro para transformar sua frota de 3.800 ônibus e que cada veículo movido a bateria custaria HK$5 milhões (US$644.700).

 

"O ônibus movido a bateria ainda é uma tecnologia nova", disse o diretor-gerente da KMB, Ho Tat-man said.

 

Um estudo da Universidade de Hong Kong demostrou que doenças relacionadas à poluição mataram mais de 3.000 moradores por ano nesta cidade de importância financeira, e grupos ambientalistas culpam as emissões provocadas pelo tráfego como a principal causa da poluição.

 

Novas metas de qualidade do ar anunciadas no ano passado para sete poluentes, incluindo dióxido de enxofre e monóxido de carbono, foram criticadas como muito modestas, muito tardias e em agosto do ano passado a cidade foi envolvida no pior smog (neblina misturada a fumaça) já registrado.

 

Fonte: Exame

 

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