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Debate sobre tecnologia, transporte aéreo e iniciativas sustentáveis abre Seminário Internacional de Mobilidade Urbana 29 de outubro de 2014

 
O primeiro dia do Seminário Internacional de Mobilidade Urbana lotou o Teatro Colinas em São José dos Campos com o debate de temas como a utilização das ferramentas do Google na mobilidade urbana, a popularização do transporte aéreo, a reestruturação da cidade de Seropédica do Rio de Janeiro, o Programa de Mobilidade Elétrica Inteligente da Itaipu Binacional, o programa de Mobilidade Urbana da Volvo Bus Latin America e a Educação para a Mobilidade Urbana.
 
 
 
 
Abrindo o seminário, Alessandro Germano, líder da área de parcerias estratégicas e startups do Google Brasil e Google Maps, apresentou dados importantes sobre a visão de mobilidade da empresa, informando, por exemplo,  que a cada cinco buscas realizadas na plataforma de pesquisa do Google, uma é referente ao geoprocessamento e à mobilidade. Ele fechou a apresentação afirmando que “A tecnologia permite que as pessoas consigam eliminar trajetos, por meio de conferências, e-mails e diversas outras soluções de comunicação. Essas tecnologias possibilitam reduzir a mobilidade sem reduzir a motricidade, tornando a rede mais eficiente”, afirmou.
 
O segundo palestrante, Thomaz Assumpção, é especialista na estruturação urbana e fundador e presidente da Urban Systems Brasil, empresa de estudos de Lógica Urbana, inteligência estratégica e análise de risco de investimentos. 
 
Além de abordar a mobilidade e a popularização do transporte aéreo, Thomaz trouxe ao debate um assunto importante para a região: a utilização do aeroporto de São José dos Campos, que foi recém-reformado. “A lógica que vivemos hoje é anterior ao crescimento do modal aéreo e precisamos reestruturar as estratégias, em razão da ascensão de classes que agora têm acesso a esse tipo de transporte e o desenvolvimento econômico. São José dos Campos precisa desenvolver uma estratégia de matriz econômica. Fazer o aeroporto conversar com setores similares ou complementares, sem ter que passar pela plataforma giratória de voos ou pelo centro de conexão, como são designados os aeroportos utilizados como ponto de conexão para transferir passageiros ao destino pretendido”.
 
Wilson Beserra foi o terceiro palestrante do dia e por dedicar-se basicamente a pensar as cidades de forma sustentável, contou sua experiência como Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável do município de Seropédica, no Estado do Rio de Janeiro, onde idealizou o projeto "Seropédica - Um Olhar para o Futuro" e coordenou profissionais das mais diversas áreas para o desenvolvimento desse projeto. 
 
 
Em seguida, Margaret Groff, diretora financeira executiva da Itaipu Binacional, apresentou o programa Mobi.I, desenvolvido pela Ceiia de Portugal e compartilhado com a Itaipu Binacional. “O programa é uma cooperação técnica de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e plataformas de excelência em mobilidade inteligente, valorizando a interação entre modais, compartilhamento de veículos, entre outros”, afirmou.
 
Um dos projetos pilotos do programa é a utilização e monitoramento de veículos elétricos, que atualmente estão sendo testados em Curitiba e Brasília, chamados Ecoelétrico e Ecomóvel, respectivamente. São ao todo 14 veículos que já rodaram 32.117km e dependem de 11 eletropostos.
 
Pelo cálculo da plataforma, com esses veículos já foram economizadas quatro toneladas de CO², R$ 6,8 mil reais, 3.217 litros de petróleo. Também já foram desenvolvidos ao todo 60 protótipos que são utilizados dentro do Parque Tecnológico da empresa e deverão ser replicados até 2020 em diversas cidades e países. 
 
Ayrton Ferreira, executivo responsável pelo programa de Mobilidade Urbana da Volvo Bus Latin America, foi o penúltimo palestrante e apresentou a implementação dos principais projetos de BRT na América Latina, como Transmilênio em Bogotá, TranSantiago no Chile, entre outros. “Existe já projeto assinado com Curitiba para implantar o ônibus elétrico híbrido articulado, entre 2017 e 2018, permitindo que esses veículos circulem com 35% de energia elétrica e o restante biodiesel”. Com o aprimoramento da tecnologia e recarga desses veículos, como usado na Europa, ele passa a trabalhar 80% na eletricidade. Para o final da década, até 2020, a tecnologia das baterias permitirá que veículos sejam 100% elétricos, reduzindo drasticamente as emissões, custos em saúde pública, consumo, entre outros.
 
Fechando o primeiro dia de evento, Athanasia Janet Michalopoulos, abordou a educação para a mobilidade urbana e afirmou: “Esse tema é importante para dar os primeiros passos diferentes de diversas cidades e diferente do que São José já viveu até agora. Queremos preparar as pessoas para a vinda de novos projetos de mobilidade sustentável”, disse.
 
Durante a noite, participantes do Seminário contaram com um passeio ciclístico noturno com apoio do grupo PedalaVale.
 
 
 
 
 
Veja o vídeo abaixo:

 
 
 
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